terça-feira, 21 de maio de 2013

Folhas






2 comentários:

  1. A solidão dos versos [“Caídas!.../Recolhidas!...”] chama a atenção ao componente temporal, num itinerário que parece se desdobrar numa batalha expressa contra esse tempo. Só não se sabe se é uma batalha igual ou desigual, sequer se é batalha, ou talvez apenas uma hipótese. Mas é certo que lutamos. Contra ou a favor. E é isso que favorece a relação de existência, na consciência do tempo que passa por todos nós, no olhar que traduz e reluz, no rejuvenescimento, ou na renovação das cores, mesmo que não seja no mundo dos fenômenos, mas da imaginação. Ou da criação. No rastro dos aromas das folhas virgens cobertas de frescor que só chegarão depois do verão, porque ainda é primavera.

    E as folhas caídas, no desabrochar de uma natureza poética, cobertas de lirismo, amaciam o chão árido, perfumando de poesia o frio outono de outras estações. E mais uma vez o Poema é maior que o mundo.


    Abraço.

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