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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

H. Romano (As eternas cores do Regresso)


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Talvez o risco que assumimos,
Seja o risco assumido que traçamos,
Risco do risco muito fino do qual caímos,
     O mesmo risco do qual nos levantamos!...

E tudo se rejuvenesce na cor,
Com que descolorimos os anos,
Cores das memórias que amamos,
Pinta-se com prazer o prazer da dor,
E é por essas cores que voltamos,
   À pintura inacabado do amor!...

Cobres-te de tinta,
Voas sobre o linho da tela,
É a tela de linho que te pinta,
    Quando te vê pintado sobre ela!...
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domingo, 24 de novembro de 2013

Colher de Pau (Finalistas)

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Há uma história sobre penosas,
Gordas como só a pedrês do vizinho,
Esgravatavam umas receitas preciosas,
Nas estudantis cogitações pecaminosas,
Regadas com a inspiração de imenso vinho,
Néctar que nenhum estudante deixa sozinho,
    Esse professor de posteriores lições miraculosas!...

Sabe-se de um tardio jantar prometido,
Pela tradição que a todos dava muito jeito,
Se alguns estudavam para um futuro perfeito,
Já eram outros doutores de galinheiro prevenido;
Despreocupada cacarejava a galinha sem preconceito,
Se uns preferiam a tentação da coxa ou cobiçado peito,
    Asas fortes em pratos de moçoilas eram desejo resolvido!...

Nas entrelinhas dos livros da vida,
Entre a cultura dos sábios consagrados,
Histórias sobre estudantes mais empenhados,
Ensinam aos mestres de juventude perdida,
O segredo mal guardado na excata medida,
     Do mesmo empenho e iguais predicados!...

Namoravam-se as pitas depois de algum estudo,
Água na boca matava a sede ao ver as mais gordinhas,
Combinavam-se encontros entre raposas e as galinhas,
Todo pedrado, de crista murcha, lá dormia o galo mudo,
Convencer as convencidas penosas era um caso bicudo,
    Prometiam-se panelas para as aninhar bem quentinhas!...

Era a feijoada no fim do dia, um prato com forte potência,
 Onde os galináceos voluntariosos aprenderiam a mergulhar,
E nem um ”perdido” porco encontrado por aí a deambular,
Deixou de dar o corpo pela comparticipação da exigência,
Na falta do fogueteiro, continua a festa com flatulência,
     São os donos convidados de quem os andou a roubar!...

Mas é preciso uma forte colher,
Colher leve, imensa como a sabedoria,
Deve ter carácter e o querer da idolatria,
Ser forte na certeza do rumo que se quer,
Saber misturar os condimentos de mulher,
     Com o jovem tempero de varonil filosofia!...

Há diversas histórias de colheres vestidas de fitas,
Entrelaçando o futuro das cores numa difícil travessia, 
Que começa numa despedida de entusiasmados finalistas!...
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